Sunday, May 27, 2007

Homem-Aranha 3

(Spider-Man 3, Estados Unidos, 2007)

Estúdio: Columbia Pictures / Marvel Enterprises / Laura Ziskin Productions
Distribuição: Sony Pictures Entertainment / Buena Vista International
Direção: Sam Raimi
Roteiro: Alvin Sargent
Elenco: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace, Bryce Dallas Howard
Gênero: Aventura
Duração: 140 min

Homem-Aranha 3 promete ser, apesar da concorrência das também seqüências de Piratas do Caribe, Shrek e Harry Potter, o grande arrasa-quarteirão do ano. Neste terceiro filme, o herói enfrenta não um, mas três vilões: o homem-areia (responsável pela morte de seu tio Ben), o novo duende verde (seu ex-melhor amigo) e venom (uma criatura alienígena). Este último gruda no uniforme do Aranha e acaba despertando nele um lado que o inocente Peter Parker parecia desconhecer. Leia mais.

Créditos

Produção: Avi Arad, Grant Curtis, Laura Ziskin
Música: Christopher Young
Fotografia: Bill Pope
Desenho de Produção: J. Michael Riva, Neil Spisak
Direção de Arte: Christopher Burian-Mohr, David F. Klassen, David Swayze, Dawn Swiderski
Figurino: James Acheson, Katina Le Kerr
Edição: Bob Murawski
Efeitos Especiais: Sony Pictures Imageworks / Furious FX / Gentle Giant Studios Inc.
Site Oficial: www.sonypictures.com/movies/spiderman3/site

Sunday, May 20, 2007

Vênus

(Venus, Inglaterra, 2006)

Estúdio/Distribuição: Miramax Films/Buena Vista Pictures/Golden Filmes/Europa Filmes
Direção: Roger Michell
Roteiro: Hanif Kureishi
Elenco: Peter O'Toole, Leslie Phillips, Jodie Wittaker, Cathryn Bradshaw, Vanessa Redgrave, Richard Griffiths, Bronson Webb, Philip Fox, Beatrice Savoretti
Gênero: Drama
Duração: 95 min

Maurice (Peter O'Toole), um outrora famoso ator inglês, encontra em Jessie (Jodie Wittaker), a sobrinha neta de seu melhor amigo, o afrodizíaco que lhe desperta novamente o desejo de viver. É com esse argumento que chegou às telas brasileiras Vênus, deRoger Michell, que rendeu a Peter O'Toole uma indicação ao Oscar.

Surpreendentemente engraçado, Vênus é um delicado relato sobre uma improvável relação. Jessie é uma jovem de 20 anos que vai à cidade grande para cuidar do tio-avô e quem sabe tentar a sorte como modelo. Ironicamente, a garota passa seus dias empanturrando-se com guloseimas. Na medida em que Maurice se aproxima, ela enxerga nele a possibilidade de realizar seus desejos infantis. Dona de uma beleza particular, Jodie Wittaker confere à sua personagem uma aura também única capaz de despertar nos espectadores os sentimentos mais distintos, do asco à empatia, do desprezo à compaixão. Apesar dos esforços de Jodie, o filme é mesmo de O'Toole, a quem deveria ter sido entregue o prêmio da Academia que foi parar nas mãos d'O Último Rei da Escócia, Forest Whitaker.

Em tempo, o longa-metragem é um excelente exemplo do que alguns chamam de sound design. A trilha sonora é responsável por guiar as sensações do público do riso ao choro de uma sequência a outra. Essa idéia ganha força se ao assistirmos ao final da película, o imaginarmos com aquela trilha melancólica que se apresneta em vários momentos importantes. A fisionomia da platéia ao deixar a sala de projeção certamente seria outra bem diferente.

Créditos

Produção: Kevin Loader
Música: David Arnold e Corinne Bailey Rae
Fotografia: Haris Zambarloukos
Desenho de Produção: John Paul Kelly
Direção de Arte: Emma MacDevitt
Figurino: Natale Ward
Edição: Nicolas Gaster
Efeitos Especiais: Baseblack
Site Oficial:
www.venus-themovie.com

Saturday, May 19, 2007

Sixty Six














(Sixty Six, Inglaterra, 2006)

Estúdio/Distribuição: Working Title Films
Direção: Paul Weiland
Roteiro: Peter Straughan, Bridget O'Connor
Elenco: Gregg Sulkin, Eddie Marsan, Helena Bonham Carter, Ben Newton, Peter Serafinowicz, Catherine Tate, Stephen Rea, Richard Katz
Gênero: Comédia
Duração: 93 min

Bernie (Gregg Sulkin) é um garoto judeu na Londres de 1966. Nascido em uma família excêntrica que parece não dar a mínima para ele, a única coisa que o mantém vivo é a proximidade de seu Bar Mitzvah. Com o grande dia chegando, Bernie se prepara religiosamente com o Rabino Linov (Richard Katz), e esconde na garagem de sua casa os preparativos que farão da sua festa tão boa ou melhor que a de Alvie (Ben Newton), seu irmão mais velho.

Bernie tem um único problema. A data da final da Copa do Mundo está marcada para o mesmo dia de seus festejos. Receando que seus convidados prefiram ficar em casa e assistir ao jogo a ir à sua festa, o garoto começa a azarar o time inglês em todas as partidas. Enquanto isso, a intransigência e o pouco faro para os negócios vão levando pouco a pouco seu pai à falência reduzindo o Bar Mitzvah dos sonhos a um simples chá em sua casa.

O filme do diretor Paul Weiland tem no elenco os talentos de Eddie Marsan, Helena Bonham Carte, Stephen Rea e do jovem Gregg Sulkin. Com um roteiro bem construído, no entanto, seu maior trunfo vem mesmo da direção de Weiland que conseguiu dotar o longa de uma atmosfera juvenil peculiar que lembra o brasileiro O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. Passados em anos de Copa do Mundo (o exemplar nacional tem como cenário a São Paulo de 1970), quando seus países realizadores consagraram-se campeões mundiais, as duas películas têm em comum o olhar infantil sobre dois eventos importantes para seus locais de origem. No Brasil, um acontecimento político (a Ditadura Militar) e na Inglaterra, um esportivo (a Copa do Mundo). Mais do que isso, os dois trazem os anseios de duas crianças em retomar o que existe de mais importante para elas, a família.

Outra feliz coincidência, é a capacidade de ambos os diretores (O Ano é dirigido por Cao Hamburger) em mesclar cenas divertidas e comoventes. Ainda sem data de estréia prevista no país, Sixty Six já merece lugar cativo entre os filmes que você não pode deixar de ver.

Créditos

Produção: Elizabeth Karlsen, Tim Bevan, Eric Fellner
Produção Executiva: Natascha Wharton
Direção de Fotografia: Dan Landin
Site Oficial: http://www.workingtitlefilms.com/film.php?filmID=97

Sunday, May 06, 2007

Maria Antonieta

(Marie Antoinette, Estados Unidos, 2006)

Estúdio/Distribuição: Columbia Pictures/Sony Pictures Entertainment
Direção e Roteiro: Sofia Coppola
Elenco: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Rip Torn, Judy Davis, Asia Argento, Marianne Faithfull, Aurore Clément, Guillaume Gallienne, Clementine Poidatz, Molly Shannon
Gênero: Drama
Duração: 123 min

A história da jovem austríaca que se tornou Rainha da França é retratada em Maria Antonieta, o mais novo filme de Sofia Coppola que depois dos aclamados Virgens Suicidas e Encontros e Desencontros frustrou parte da crítica e público (leia mais aqui).
Créditos
Produção: Sofia Coppola, Ross Katz
Música: Jean-Benoît Dunckel, Nicolas Godin
Fotografia: Lance Acord
Desenho de Produção: K.K. Barrett
Direção de Arte: Anne Seibel
Figurino: Milena Canonero
Edição: Sarah Flack
Efeitos Especiais: L'Etude et la Supervision des Trucages
Site Oficial: www.marieantoinette-movie.com

Friday, April 27, 2007

Um domingo, duas comédias

Há umas duas semanas, tirei o domingo para assistir a duas comédias que foram muito comentadas no início do ano. O resultado desta maratona: uma delas merece um lugar garantido na sua coleção particular. A outra deve ser esquecida imediatamente.
Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América

(Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Gloriou Nation of Kazakhstan, Estados Unidos, 2006)
Estúdio: One America / Dune Entertainment / Four by Two / Everyman Pictures / Major Studio Partners
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Direção: Larry Charles
Roteiro: Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Dan Mazer
Elenco: Sacha Baron Cohen, Ken Davitian, Luenell, Pamela Anderson, Bob Barr, Bobby Rowe, Alan Keyes, Mariam Behar, Spirea Ciorobea, Michael Psenicksa, Jim Sell, Larry Walker, Linda Stein
Gênero: Comédia
Duração: 84 min

Já conhecia essa e outras personagens do ator britânico Sacha Baron Cohen e confesso que nunca me fizeram rir. Após assistir ao trailer, a vontade de assistir ao filme diminuiu. Mas tinha que descobrir o que se falava tanto a respeito dele. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que os 84 minutos de película são muitos para o nada que ele representa. Piadas grotescas e escatológicas que passam longe do pretendido humor politicamente incorreto. Até o Pânico na TV consegue mais do que isso. E pensar que o filme ganhou uma indicação ao Oscar de melhor roteiro e que Sacha Baron Cohen levou pra casa o Globo de Ouro de melhor ator em comédia. Alívio mesmo é saber que o sofrimento dura pouco: 84 minutos que parecem uma eternidade de baboseiras.
Créditos (ou seria culpa?)
Produção: Jay Roach, Sacha Baron Cohen
Música: Erran Baron Cohen
Fotografia: Luke Geissbuhler, Anthony Hardwick
Desenho de Produção: Dan Toader
Direção de Arte: David Maturana
Figurino: Jaosn Alper
Edição: Craig Alpert, Peter Teschner, James Thomas
Efeitos Especiais: Yard VFX
Site Oficial: www.boratmovie.com
Mais Estranho que a Ficção
(Stranger Than Fiction, Estados Unidos, 2006)
Estúdio: Mandate Pictures / Three Strange Angels / Crick Pictures LLC
Distribuição: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment
Direção: Marc Forster
Roteiro: Zach Helm
Elenco: Will Ferrell, Maggie Gyllenhaal, Dustin Hoffman, Queen Latifah, Emma Thompson
Gênero: Comédia
Duração: 113 min
Harold Crick (Will Ferrell) é um funcionário da Receita Federal que leva uma vida sem graça. O que Harold faz de mais importante em sua vida resume-se a contar as escovadas durante a higienização bucal e os passos até à parada de ônibus. Dando continuidade à sua existência metódica e compulsiva, ele passa a escutar uma voz feminina que narra o seu dia-a-dia e os seus pensamentos. O que acontece é que Harold Crick é a mais nova personagem do mais novo romance da escritora Kay Eiffel (Emma Thompson). Ao descobrir pela voz de Kay que está prestes a morrer, o contador busca ajuda com o professor Jules Hilbert, fã do trabalho da escritora. É com esse argumento, no mínimo, interessante que Zach Helm constrói o seu roteiro permeado de oscilações entra a comédia e a tragédia. Nem o próprio Harold sabe se vive em um drama ou em situações cômicas. Quem dirá os espectadores. Então como é possível classificar o filme como uma comédia? Uma dica: ao final da exibição, você também saberá.
Mas essas transições constantes entre os dois gêneros que Woody Allen tentou sem êxitos em Melinda e Melinda (também com Ferrell no elenco), não seria possóvel sem a competente direção de Marc Forster que as faz sem linhas definidas e o trabalho dos cinco atores que dispensa comentários. Will Ferrell, Maggie Gyllenhaal, Dustin Hoffman e Emma Thompson merecm menções honrosas aqui. Mais Estranho que a Ficção é sem dúvida um filme para se guardar na memória. Fica a indignação de sua não indicação ao Oscar como melhor roteiro original.
Créditos
Produção: Lindsay Doran
Música: Britt Daniel, Brian Reitzell
Fotografia: Roberto Schaefer
Desenho de Produção: Kevin Thompson
Direção de Arte: Craig Jackson
Figurino: Frank L. Fleming
Edição: Matt Chesse
Efeitos Especiais: Digital Dimension / Proof / Fiction Science / Intelligent Creatures Inc. / MK 12 / Mokko Studio / Klon Films / Bar X Seven / Double Negative
Site Oficial: http://www.sonypictures.com/movies/strangerthanfiction/

Wednesday, April 25, 2007

Arthur e os Minimoys

(Arthur and the Minimoys, França, 2006)

Estúdio: Canal+ / Europa Corp. / Sofica Europacorp / Apipoulaï/ Avalanche Productions
Distribuição: MGM / The Weinstein Company / TF1 / Europa Filmes
Direção e Roteiro: Luc Besson
Elenco: Freddie Highmore, Mia Farrow, Ron Crawford, Penny Balfour, Madonna, David Bowie, Doug Rand, Snoop Dogg, Robet De Niro, Harvey Keitel, Anthony Anderson, Chazz Palminteri
Gênero: Animação
Duração: 102 min

Arthur e os Minimoys narra a estória de Arthur (Freddie Highmore) após o desaparecimento misterioso do avô. Com os pais ausentes a causa de viagens e de férias na casa d0a avó (Mia Farrow), o garoto passa os dias no escritório imerso no mundo de fantasias criado pelo avô. Em suas anotações, ele conhece os Minimoys, pequeninos seres que habitam o jardim da fazenda e guardam consigo um tesouro. Para livrar a avó do despejo, Arthur decide embarcar em uma missão pelas terras dos Minimoys em busca deste tesouro.
O ritmo de aventura marcado por Besson e os elementos do filme lembram O Quinto Elemento. Uma dupla de protagonistas envolvidos sentimentalmente, comédia, trilha sonora afinada com a mis en scène, muita ação e ficção científica fazem deste novo trabalho do diretor francês uma adaptação infantil de um dos seus clássicos. Mas isso não tira a diversão dos adultos que parecem gostar do longa tanto ou mais do que as crianças.
Animação impecável, roteiro bem amarrado, direção mais do que competente, elenco famoso e com boas atuações. Isso sem falar nas referências que vão deixar os cinéfilos com um sorriso no rosto. Enfim, tudo o que uma animação precisa para conquistar o público infantil e adulto e entrar para o seleto grupo das melhores.
Créditos
Produção: Luc Besson, Emmanuel Prévost
Música: Eric Serra
Fotografia: Thierry Arbogast
Desenho de Produção: Hugues Tissandier
Direção de Arte: Patrice Garcia, Philippe Rouchier
Figurino: Olivier Bériot
Efeitos Especiais: BUF
Site Oficial: http://www.arthur-movie.com/

Tuesday, April 24, 2007

Cartas de Iwo Jima


(Letters from Iwo Jima, Estados Unidos, 2006)

Estúdio: DreamWorks SKG/Warner Bros. Pictures/Malpaso Productions/Amblin Entertainment
Distribuição: Warner Bros./Paramount Pictures
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Iris Yamashita
Elenco: Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ihara, Ryo Kase, Shido Nakamura, Hiroshi Watanabe, Takumi Bando, Yuki Matsuzaki, Takashi Yamaguchi, Eijiro Ozaki, Nae Yuuki, Nobumasa Sakagami, Lucas Elliott, Steve Santa Sekiyoshi, Hiro Abe, Toshiya Agata, Yoshi Ishii, Toshi Toda, Ken Kensei, Ikuma Ando, Masashi Nagadoi, Mark Moses, Roxanne Hart
Gênero: Drama
Duração: 141 min

O segundo filme de Clint Eastwood sobre a batalha de Iwo Jima surgiu quando nas filmagens de A Conquista da Honra, o diretor entrou em contato com cartas do General Tadamichi Kuribayashi. Foi aí que Paul Haggis, roteirista do lado americano da história sugeriu o nome da japonesa Iris Yamashita para construir a narração sob o ponto de vista japonês. Clint Eastwood conseguiu o imaginável: construiu um filme completamente diferente do antecessor. Enquanto, A Conquista da Honra leva a cara de Hollywood, Cartas de Iwo Jima se aproxima muito do cinema japonês. Além de ser falado no idioma original das personagens, o clima conferido à película parece ser exatamente o que um diretor nipônico escolheria dar.
A história é contada a partir de cartas do General Kuribayashi (Ken Watanabe), do soldado Saigo (Kazunari Ninomiya) e de outras personagens. Kuribayashi estudou táticas de guerrilha em terras inimigas e, por isso, parece ser o comandante ideal para levar a resistência japonesa o mais longe possível já que a vitória não é mais uma possibilidade. Enfrentando a oposição de outros militares aos seus planos e o sucicídio de boa parte dos soldados, o General tem que lutar para salvar a dignidade de seu exército e país.
A derrota e o massacre paira sob as cabeças dos combatentes comanda a atmosfera do filme, tratado com um filtro verde. A trilha sonora minimalista sempre presente ajuda na melancolia dos fatos apresentados. Definitivamente, Cartas de Iwo Jima não teria o mesmo impacto sem A Conquista da Honra e vice-versa. Não que a versão japonesa seja melhor, mas o contraste entre a falsa euforia americana do primeiro e a apatia japonesa do segundo é decisivo para a grandeza da obra do diretor americano, que provou ser um dos melhores diretores em exercícios pelo senso de oportunidade e pela sensibilidade ao tratar de questões éticas e conflitos internos, como o faz sempre de forma exemplar em todos os filmes.
Créditos
Produção: Clint Eastwood, Steven Spielberg, Robert Lorenz
Música: Kyle Eastwood, Michael Stevens
Fotografia: Tom Stern
Desenho de Produção: Henry Bumstead, James J. Murakami
Figurino: Deborah Hopper
Edição: Joel Cox, Gary Roach
Site Oficial: iwojimathemovie.warnerbros.com/lettersofiwojima